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Maia diz que governo 'está muito longe' de ter os 308 votos para aprovar Previdência

Maia diz que governo 'está muito longe' de ter os 308 votos para aprovar Previdência

Deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) em evento em Porto Alegre na última segunda-feira (20) (Foto: Rafaella Fraga/G1)

O  presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (21) em entrevista à rádio CBN que hoje o governo está 'muito longe' de ter os 308 votos necessários na Casa para aprovar a reforma da Previdência.

Ele foi questionado sobre as negociações em torno da proposta, que foram retomadas com mais intensidade nas últimas semanas. Maia é um dos principais defensores da reforma e tem se engajado na articulação política pela aprovação do texto.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, as mudanças previdenciárias precisam de no mínimo 308 votos na Câmara, antes de ir para o Senado. Para Maia, o tema foi 'demonizado' nos últimos meses, o que, segundo ele, dificulta a compreensão dos deputados sobre a importância da reforma.

'Está muito longe dos 308 [votos]. Com todo desgaste, a reforma foi demonizada, hoje nós estamos muito longe. Nada que a gente não consiga resolver se ajustarmos a comunicação junto com os deputados e explicar quais são impactos da reforma', disse Maia.

Ele citou uma série de encontros que serão realizados nos próximos dias com deputados da base e especialistas para explicar as mudanças propostas. Maia disse que é preciso esclarecer pontos que, segundo ele, foram alardeados de forma equivocada. 'O que está se vendendo: não tem déficit na Previdência, vai tirar dos mais pobres. Tem que explicar que não vai tirar de quem ganha menos', afirmou.

 

Reforma ministerial

 

Um dos temas da entrevista foi a reforma ministerial, que nos últimos dias surgiu no meio político como um requisito para a aprovação da reforma da Previdência. Para Maia, a mudança nos ministérios não traz votos no Congresso.

'Isso [reforma ministerial] não garante voto. O que vai garantir voto é sair da pauta desgastante de nomeações e voltar para a pauta que interessa ao Brasil, a agenda de reformas [...] Não dá voto. O que dá voto é tirar essa agenda de nomeações da frente', afirmou o presidente da Câmara.

A ideia por trás da reforma ministerial é que o presidente Michel Temer deve trocar os comandos dos ministérios para fortalecer a base aliada, atendendo pedidos de partidos que querem uma representação maior no governo.

A única mudança feita até agora foi no Ministério das Cidades. No lugar do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), Temer escolheu Alexandre Baldy(sem partido-GO). O novo ministro é uma indicação de Rodrigo Maia, que, na entrevista à CBN, chamou a decisão de 'ótima escolha'.

Maia também comentou a possibilidade de o ministro Antonio Imbassahy, do PSDB, responsável pela articulação política do governo com o Congresso, ser substituído. Para o presidente da Câmara, Imbassahy, hoje, não tem diálogo com toda a base aliada. Segundo ele, isso pode ser resolvido com diálogo. Ele disse que não sabe se o ministro, que tem mandato de deputado, vai ficar ou será substituído.

'Da minha parte, o deputado Imbassahy é um amigo e eu não tenho interesse em tratar desse tema [substituição]. Eu acho que a articulação política, o que precisa é que o ministro esteja pronto para o diálogo conosco. O Imbassahy tem hoje diálogo com uma parte da base e não tem com outro. Nada que a gente não resolva com diálogo', disse Maia.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/maia-diz-que-governo-e...