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Mais de 100 Milhões de brasileiros vivem sem tratamento de esgoto

Mais de 100 Milhões de brasileiros vivem sem tratamento de esgoto

Foto: Favela Iguaçu/SP - Instituto Trata Brasil

Com a proximidade do encerramento do pleito eleitoral de 2016 marcado para o próximo domingo (30), onde 57 cidades brasileiras terão segundo turno para escolher os futuros gestores e um dos problemas que deverá estar na agenda legislativa dos novos prefeitos dos 5.570 municípios brasileiros, é o saneamento básico.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, que é uma OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, formado por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país, 82,5% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada e mais de 35 milhões de brasileiros não têm acesso a este serviço básico. E ainda de acordo com o levantamento, a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 63 litros são consumidos, ou seja, 37% da água no Brasil é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, resultando no prejuízo de R$ 8 bilhões. Somente 48,6% da população têm acesso à coleta de esgoto. Mais de 100 Milhões de brasileiros não têm acesso a este serviço e ainda somente 40% dos esgotos do país são tratados.

Diante desse quadro preocupante, diversas entidades que trabalham com essa questão no país realizam ações constantemente para minimizar essa problemática, como é o caso da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae). A entidade aproveitou as eleições municipais de 2016 e convidou todos os candidatos às prefeituras para assumirem a agenda do saneamento público como prioridade das políticas locais, garantindo a preservação do meio ambiente, a saúde e a melhor qualidade de vida dos cidadãos brasileiros.

Segundo o presidente da Assemae, Aparecido Hojaij, investir em saneamento básico reflete o compromisso do gestor público com a inclusão social e o desenvolvimento sustentável das cidades. “Ressaltamos que os candidatos a chefe do executivo local precisam priorizar o saneamento, pois este é um fator de competitividade por ampliar a produtividade e movimentar a economia do município”, afirmou.

As igrejas também aproveitam o momento e por meio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reforçaram a cobrança com a realização da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, com o tema: “Casa comum, nossa responsabilidade”, com o objetivo de discutir com as comunidades locais e os representantes políticos o saneamento básico no Brasil.

Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), declarou o apoio à iniciativa da Assemae, em chamar os novos prefeitos e candidatos às prefeituras a firmarem compromisso com o saneamento público municipal.

O arcebispo afirma que “A Presidência da CNBB concorda com a importância do tema e apoia a iniciativa, que necessita de continuidade e empenho no alcance dos objetivos”.

Fonte: Érica Trindade - Reportagem ABRAP